
Hábito = é o balastro que prende o cão ao seu vómito. Respirar é um hábito. A vida é um hábito. Ou melhor, a vida é uma sucessão de hábitos, porque o indivíduo é uma sucessão de indivíduos [...] . Hábito também é pois o termo genérico para os inúmeros contratos celebrados entre os inúmeros sujeitos que constituem o indivíduo e os seus inúmeros objectos correlativos. Os períodos de transição que separam as consecutivas adaptações [...] representam as zonas perigosas na vida do indivíduo, perigosas, penosas, misteriosas e férteis, em que, por um momento, o tédio de viver é substituído pelo sofrimento de ser. (Samuel Beckett)
Necessidade = é a sensação da falta de alguma coisa indispensável, útil ou cômoda ao homem. É dividida em dois Grupos: Necessidade primária, e secundária. Primária: é aquela que não satisfeita afeta a saúde do homem. Ex: alimentação. Secundária: é aquela que não satisfeita não afeta a saúde do homem. Ex: diversão. Os fatores determinantes são: tempo, local e poder aquisitivo.
A necessidades é uma divisão hierárquica proposta por níveis mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Cada um tem de "escalar" uma hierarquia de necessidades para atingir a sua auto-realização (Abraham Maslow)
Até que ponto posso você consegue identificar quando é um outro?
Enxergar a linha tênue que se coloca entre as duas situações é fundamental para parar de fazer algo que se considera um mal hábito ou uma mera necessidade do organismo. Percebo que por diversas vezes pessoas que tem algum tipo de hábito constante, permite-se de deixa-lo sair de dentro de sí.
Conheço pessoas quem fumam, que bebem em excesso, que trabalham em demasia, que tomam remédios constantemente, que comem compulsivamente, ao ponto de todos em seu respectivos ambientes saberem, nada constatado como vício, mas percebo que algo se estravasa e a pessoa nem percebe.
Existem situações te levam a não percepção extra ou ato análise de si próprio que de forma intensa te atrair e a fugir da habitualidade, eu mesmo por diversas vezes fiz coisas que não quis, mas por estar ali então sutilmente acabei fazendo.
Por vezes, a pessoas fazem de seu hábitos uma desculpa de que era necessário realizar de forma intensa algo que lhe proporciona prazer momentaneo, de uma forma natural. Exemplo = de um simples cigarro a horas parado em frente ao computador trabalhando sem ir ao banheiro. Já vi isso acontecendo com muita gente, em especial em algumas áreas de trabalho.
O ato de se desligar do hábito, substituindo por outra situação tão estimulante te leva a mudar um hábito de ruim há saudável, isso acontece de maneira involuntária, quando um amigo ou amiga que não tem aquele hábito está proximo de você , eu garanto você não vai realizá-lo por respeito ao próximo.
Começo a explanar de forma objetiva os fatos que o hábito é mutável e a necessidade é algo involuntária, mas quer por inumeras circunstâncias são de cunho de aprovação pessoal. Então você para e se avalia. " eu preciso ou eu quero?".
Realmente, não precisava. Havia, claro, a sensação de que o seu corpo ou mente precisam daquilo, mas sim acontecia porque todos os dias você faz isso? Era um hábito, não uma necessidade.
Para poder mudar meus hábitos eu primeiro precisava saber quais eles eram. Parece óbvio, mas não custa nada tentar revisar um pouco de seu dia em busca dos momentos em que aquilo estava ao meu lado. Escreva o que faz é bastante plausível, sua rotina por exemplo.
Faça um roteiro do que faz, seja sincero consigo próprio, identifique a necessidade e os momentos inevitáveis, pois quando for algo involuntário e físico é necessidade, mas também é um processo que você consegue evitar se quiser ou até mesmo eliminar.
Pelo menos, depois de todo o processo, eu tinha na cabeça já o que deveria evitar. Ou seja, sabendo os momentos em que fumava um cigarro, poderia conscientemente fazer o que faz quem não pode fumar no ambiente de trabalho: dar fim aos hábitos.
Quebrar o hábito é fácil. Difícil é saber qual é o hábito. Enquanto a análise é você por você mesmo. Foi assim que eu resolvi mudar.
"Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice." (I Coríntios 11:28)
DEUS ABENÇOE.