
TEXTO EXTRAÍDO DO BLOG, FONTE AO TERMINO DO TEXTO:
"Eu sou crítico. Daquele tipo que é capaz de destruir qualquer coisa com comentários ácidos e observações de grande perspicácia. Sei que minhas criticas costumam ser inteligentes e engraçadas. As pessoas riem e concordam.
Muitas vezes as criticas ficam apenas dentro da minha cabeça, muitas vezes nem falo pra ninguém. Mas elas estão lá, mesmo quando eu não quero. Não consigo parar de criticar. Nem preciso dizer que penso que, de alguma forma, aprendi isso com minha mãe, uma pessoa crítica, invejosa e destrutiva.
O fato é que a crítica que sou capaz de fazer é proporcional a inveja que sinto: enorme. Sinto inveja porque sou frustrado, porque me sinto fracassado e porque minha auto-estima está partida em mil pedaços.
Realmente sou frustrado. A vida tem sido até o momento uma sucessão de fracassos, tentativas frustradas, depressões e sonhos abandonados no meio do caminho.
E quando percebo alguém alçando vôos que eu não consigo alçar tendo êxito em coisas que não consigo ter eu morro de inveja, raiva e começo a criticar impiedosamente.
Para ser sincero comigo mesmo, como é meu objetivo nesse blog, devo dizer que a inveja me corrói por dentro e que as criticas que eu faço são o retrato da minha frustração. Nesses anos todos me tornei um “critico” profissional, alguém cheio de argumentos e cheio de sofrimento e frustração.
Não consegui nada na minha vida profissional e critico quem consegue. Algumas vezes é tão difícil pra mim conviver com pessoas bem sucedidas que me afasto delas, mesmo que eu as adore, que sejam minhas amigas e também gostem de mim. Eu não agüento, conviver com alguém bem sucedido me faz lembrar de todas as perdas, de todos os projetos abandonados, de todo o suposto potencial que eu tinha e nunca consegui desenvolver.
É sofrimento. Inveja é sofrimento, é frustração, é tristeza.
E sou assim, triste por dentro, invejoso e crítico por fora. Talvez porque no fundo nunca tenha reconhecido algum valor intrínseco a mim mesmo e tenha imaginado sempre que eu valia pelos sucesso que teria, que seria amado e aceito na proporção direta dos objetivos alcançados, dos projetos realizados, do dinheiro ganho, dos elogios recebidos.
E como o amor nunca veio dessas coisas, até porque nunca conquistei nada mesmo, fiquei ressentido, rancoroso, invejoso e mesmo que quisesse ser diferente não conseguia.
Hoje me vejo lidando com esses pensamentos automáticos, mesmo que eu não queira, mesmo que eu não perceba, mesmo que eu não fale pra ninguém, meus pensamentos sobre as pessoas são críticos, ressentidos e invejosos. E cada vez que um pensamentos desses invade minha cabeça eu lembro do quanto me sinto frustrado, fracassado e triste. Tanto que o sucesso dos outros me faz mal.
É feio admitir, mas é a pura verdade."
(FONTE: http://depressaodrepre.blogspot.com/2011/08/inveja-critica-inveja-critica.html)
Um momento de reflexão sobre o assunto...
A crítica é feita pelo crítico, seja político, jornalista ou profissional especializado de área, que entra em contato com o produto a ser criticado e redige matérias ou artigos apresentando uma valoração do objeto analisado. Em geral, o crítico não pode apresentar uma avaliação puramente subjetiva, mas também deve apresentar descrição de aspectos objetivos que dêem sustentação a seus argumentos, principalmente se esses se referem a qualquer tipo de assunto.
Lembre-se admitir ser um crítico, não querendo ser é arrependimento.
DEUS ABENÇOE.